Resultados

Ações e Resultados do Projeto!

Lista de Legislação e Regulamentação

Decreto-Lei n.º 124/2006, de 28 de Junho

Estabelece as medidas e acções a desenvolver no âmbito do Sistema Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios, em particular os artigos 15.º e 16.º

Lei n.º 2/2020, de 31 de Março - Orçamento de Estado para 2020

Artigo 203.º sobre as regras de gestão de combustível específicas para 2020.

Decreto-Lei n.º 20/2020, de 1 de Maio

Altera as medidas excecionais e temporárias relativas à pandemia da doença COVID-19, com a rectificação resultante da declaração n.º 18-C/2020, de 5 de Maio, em especial artigo 35.º-C sobre Suspensão e prorrogação de prazos para os trabalhos de gestão de combustível.

Decreto-Lei n.º 96/2013, de 19 de Julho

Regime Jurídico aplicável às ações de arborização e rearborização.

Publicações Científicas

Caracterização de partículas incandescentes libertadas durante a queima de diferentes espécies arbóreas

Artigo científico

  • Autores: Almeida Miguel; Domingos Xavier; Porto, Leonardo
  • Assunto: Potencial de libertação de partículas incandescentes que pode afetar habitações

O número, dimensão e velocidade inicial das partículas incandescentes libertadas pela queima de Quercus suber, Eucalyptus globulus, Quercus robur e Pinus pinaster foram analisados em experiências de laboratório utilizando um sistema de velocimetria de imagem de partículas. Adicionalmente, a altura da chama, o decaimento da massa das árvores, a velocidade do escoamento vertical e a temperatura no topo das árvores foram medidas durante estes ensaios. Os vários parâmetros foram analisados tendo sido encontrada uma boa relação entre a altura da chama e o número e volume total estimado das partículas libertadas. Os espécimes usados eram na sua maioria árvores jovens, pelo que grandes partículas (por exemplo, pinhas, cascas de tronco grosso, ramos) não foram incluídas neste estudo por não estarem presentes. Especificamente, as partículas produzidas nos testes de laboratório, principalmente folhas queimadas, tinham uma área transversal inferior a 1600 mm2, apresentando um potencial para causar focos secundários unicamente a curta distância (até dezenas de metros).

As árvores Quercus suber (sobreiro) e Quercus robur (carvalho alvarinho) são frequentemente consideradas como tendo um menor risco de incêndio do que os eucaliptos ou pinheiros. Contudo, neste estudo, foram estas as espécies que produziram mais partículas incandescentes, tanto em termos de número como de volume total. Os testes com sobreiro foram os únicos que utilizaram espécimes de uma árvore adulta, confirmando a grande importância da idade das árvores na propensão para a libertação de partículas. Os resultados obtidos com Quercus robur confirmaram a elevada tendência desta espécie para originar fogos secundários a curta distância. Considera-se que estes resultados são de grande relevância para os planos de florestação e para a avaliação do risco da presença destas espécies em áreas de interface urbano-florestal.

Projeto House-Refuge - Desenvolvimento de melhores práticas e normas para construções e suas envolventes em áreas de risco de incêndio florestal

Livro de resumos

  • Autores: Miguel Almeida; MohammaReza; Dulce Lopes; Inês Martins; Fernando Gomes; João Paulo Rodrigues
  • Assunto: Apresentação dos desenvolvimentos do projeto

Os principais desenvolvimentos do Projeto House Refuge obtidos até Abril de 2021 foram apresentados no 2º Workshop – Projetos de Investigação Científica e Desenvolvimento Tecnológico no âmbito da Prevenção e Combate a Incêndios Florestais.

Esta apresentação ocorreu a 30 de Abril, tal como noticiado aqui.

Deste evento resultou um livro de resumos que pode ser acedido aqui. A síntese da apresentação do Projeto House Refuge pode ser encontrada na página 14.

O impacto do Complexo de Incêndios de Pedrógão Grande (Portugal), em Junho de 2017, nas infraestruturas.

Artigo científico

  • Autores: Ribeiro, Luís Mário; Rodrigues, André; Lucas, Davi; Viegas, Domingos Xavier
  • Assunto: Afetação de infraestruturas por incêndio florestal

A 17 de Junho de 2017, teve um dos incêndios mais dramáticos e destrutivos da História de Portugal, formado por um complexo de pelo menos cinco incêndios que se fundiram queimando mais de 45000 hectares. Neste complexo de incêndios, 66 pessoas perderam a vida, a maioria delas tentando fugir do incêndio, mais de 250 ficaram feridas, e mais de 1000 estruturas (incluindo 263 casas residenciais) foram danificadas ou destruídas, com perdas diretas estimadas em cerca de 200 milhões de Euros. Pouco depois do incêndio ter sido extinto, e como parte de uma análise mais ampla, os autores realizaram um trabalho de campo exaustivo para avaliar o impacto do incêndio em todas as estruturas construídas pelo homem na área do incêndio do Pedrógão Grande. Foi construída uma base de dados com georreferenciação específica, que conta com um extenso conjunto de parâmetros destinados a caracterizar: (i) a estrutura, (ii) a envolvente à estrutura, e (iii) a chegada e impacto do incêndio. Foi considerado para a análise um total de 1043 estruturas, na sua maioria estruturas de apoio, como armazéns ou depósitos (38,6%), mas também cerca de 25% das habitações (13,3% primárias e 11,9% secundárias). Relativamente às ignições, mais de 60% das estruturas foram ignificadas devido à deposição de fagulhas em diferentes pontos expostos. Além disso, mais de 60% destas ignições ocorreram nos telhados, principalmente devido à vulnerabilidade associada às estruturas e materiais que os suportam. Apesar destes resultados, e pelo que observámos nas estruturas que não foram totalmente destruídas, continuamos a considerar que para a realidade portuguesa as casas são um bom refúgio, desde que sejam geridas e mantidas em boas condições, bem como a sua envolvente.

Florestas e Legislação: Planos Municipais da Defesa da Floresta Contra Incêndios

  • Coordenação: Antunes, Maria João; Lopes, Dulce; Oliveira, Carlos

Planos Municipais de Defesa da Floresta: Procedimentos de Elaboração e Dinâmica

Capítulo do Livro | Páginas 25-37

  • Autores: Lopes, Dulce

Eficácia Jurídica dos PMDFCI

Capítulo do Livro | Páginas 41-49

  • Autores: Oliveira, Fernanda Paula

Faixas de Gestão de Combustíveis

Capítulo do Livro | Páginas 51-80

  • Autores: Xavier Viegas Domingos, M. Ribeiro Luís, Almeida Miguel

Esta publicação resulta do “II Debate – Floresta e Legislação: Planos Municipais de defesa da Floresta contra Incêndios” que ocorreu a 6 de dezembro de 2019, no Auditório Municipal da Praça da Notabilidade, em Castanheira de Pera.

“O presente livro foi realizado no âmbito das atividades da Área de Investigação “Risco, Transparência e Litigiosidade”, integrada no projeto «Desafios Sociais, Incerteza e Direito: Pluralidade | Vulnerabi­lidade | Indecidibilidade» do Instituto Jurídico da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (uid/dir/04643/2019).”

Incendios Forestales: amenazas y oportunidades ante los desafíos de un entorno cambiante.

Capítulo de Tema de libro

  • Autores: Almeida Miguel; Ribeiro Carlos; Alves Daniela
  • Assunto: Gestión de combustibles forestales en las áreas de interfaz urbana forestales

Todos los años, en todo el mundo, grandes incendios forestales devastan grandes áreas de bosques y crean múltiples impactos socioeconómicos, especialmente en regiones propensas a incendios. En países como Portugal, España, Francia, Italia o Grecia, cada año el área quemada y el número de igniciones son aproximadamente entre 24k ha a 164k ha y 1.5k ha a 18k has, respectivamente. En Portugal, el problema de los incendios forestales en las últimas décadas ha ido aumentando, con graves impactos en la sociedad. Los incendios forestales más grandes ocurridos en Portugal, en los últimos años además de las víctimas mortales que producirán, causaron la destrucción de varias construcciones (por ejemplo, casas e instalaciones industriales, etc.). Los incendios forestales de junio y octubre de 2017 destruyeron más de 500 edificios en las regiones del norte y centro de Portugal. La mayoría de esos edificios destruidos podrían haberse salvado si las construcciones tuvieran un diseño adecuado y si se hubiera realizado la gestión del combustible forestal en los alrededores de las construcciones. En el 90% de las construcciones dañadas, el encendido aumentó debido a las manchas, y las brasas se depositaron en elementos vulnerables (por ejemplo, techos, ventanas y otras partes de aberturas) y en el combustible forestal cerca de las construcciones. Este trabajo pretende explorar diferentes patrones de gestión de combustible en interfaz urbano forestal (Wildland Urban Interface (WUI)), con el objetivo de maximizar la relación costo / eficiencia, así como su eficiencia.
Presentamos una metodología novedosa con respecto al manejo de combustible alrededor de construcciones aisladas en áreas forestales y rurales. La atención se centra en la historia del incendio forestal y las características topográficas en torno a la ubicación de las construcciones que necesitan protección.
Con esta metodología se espera que aumente la seguridad de las construcciones y disminuya el costo de la gestión de los combustibles cercanos.
Para apoyar esta metodología, se llevó a cabo una serie de estudios experimentales en el Laboratorio de Investigación de Incendios Forestales de la Universidad de Coimbra en Lousã (Portugal) en una tabla de combustión específica, llamada tabla diedro.

House-Refuge em Movimento

Galeria de Vídeos

Field House Experiments

Exemplo de ensaios para análise da exposição ao fogo de uma casa localizada no topo de uma encosta.

House Experiment LEIF

Ensaios de campo e de laboratório com vista à análise da eficácia de proteção de habitações usando sistemas de aspersão com água.

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